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Publicado por em abr 8, 2013 em Blog | Ninguém comentou

A Inteligência Emocional no Trabalho

A Inteligência Emocional no Trabalho

“Há dias em que ter inteligência emocional é semelhante a ter folga em dia de caos”. Lavínia Lins

No dia a dia da consultoria vemos um fato interessante: pessoas culparem processos errados, a falta de dinheiro, a estrutura da empresa, processos, controles errados e outras “n” coisas pelo seus problemas. Isso mesmo: “COISAS”. O que acontece é que dinheiro, processos, controles, muito do restante e, inclusive, o dinheiro são COISAS inanimadas. Ou seja, elas não tem vida própria, não tem poder de decisão, não se efetivam sozinhas. Óbvio, não é?

É óbvio, mas é convenientemente esquecido.

As pessoas são o que movimento tudo em uma empresa. As que estão dentro e fora. E não falo apenas de clientes; as famílias das pessoas da empresa que você trabalha, a sua família também, afeta no como a empresa vai caminhar hoje e todos os dias.

Por isso, vejo cada vez mais nas empresas que o fator emocional é o que está mais está em evidência nos fatores críticos de sucesso ou fracasso. Por isso, vou entrar em um assunto que possivelmente você já pode ter visto, mas não sabe o que isso impacta na sua vida pessoal e, principalmente, profissional.

Para começar, lembre-se que cérebro é nosso patrão. É nosso motor e guia de toda informação recebida e expressa. Nele, a informação se ordena, processa, analisa e comunica através de:

  • Corpo: atuandos dentro dos limites de nossa biologia;
  • Linguagem; com ela distinguimos, julgamos, construímos, narramos;
  • Emoções: as manifestamos de diferentes maneiras.

Mesmo que conscientemente não processamos isso dessa maneira, cada um constrói sua própria ideia do mundo e imagina uma realidade. Da mesma maneira que o quadro não é a pessoa que ele retrata, podemos dizer que nosso mundo, a ideia de que fazemos do mundo não é o mundo propriamente. Assim, todos nós adquirimos percepções e, por sua vez, as interpretamos de modo subjetivo, pessoal e único.

Isso nos possibilita pensar que sim, podemos mudar o mundo. Mas para mudar o mundo, que é o nosso mundo, precisamos conhecer e começar essa mudança em nós mesmos!

OS MODELOS MENTAIS

Tudo o que você cria e transforma de conhecimento e experiências e que de alguma forma, direta ou indiretamente, expressa é acumulado no conhecimento da humanidade. Isso acontece como um poderoso e acessível depósito de conhecimentos que podem influenciar nas atitudes das pessoas e formam os padrões de comportamento enraizados em cada um de nós.

Essa forma de observar e sentir a vida é tida como um modelo mental. Cada pessoa tem seu próprio modelo mental, que é consequência de sua interação e troca com o meio ambiente enquanto vive.

Com as empresas, grupos de pessoas, tribos e redes de relacionamento acontece o mesmo. Cada um tem seu modelo mental fortemente estabelecido que, inclusive, age como um filtro e regula o perfil comportamental dentro desses meios, fazendo com que permaneça apenas quem se alinha com eles, não só pessoas, mas também idéias, projetos, sonhos etc.

No plano pessoa, muitas das ideias ou planos não são levados a frente porque entram em conflito com modelos mentais manifestos ou latentes em nós.

Então, por que falamos tanto de mudança e nos custa tanto mudar? Uma das respostas pode ser: porque temos modelos mentais onde existem múltiplas inteligências.

As pessoas, por meio de suas habilidades e competências, troca recursos e criam valores de troca para satisfazer suas necessidades. Essas capacidades, físicas e mentais, formam o capital humano pessoal, advindo do modelo mental.

Relacionando isso com o cérebro e a neurociência, podemos estabelecer ue o ser humano não em uma única inteligência, mas sim várias inteligências. Essas inteligências, segundo Howard Gardner, da Universidade de Harvard, múltiplas são:

As Inteligências Múltiplas, segundo Gardner.

As Inteligências Múltiplas, segundo Gardner.

A discussão a respeito delas, deixarei como uma sugestão de comentários no final deste artigo! Continuaremos agora com o que nos mais importa no momento.

Pois bem, achou que está faltando algo? Onde está a inteligência emocional?

Para Gardner, bem resumidamente, é importante reconhecer que cada indivíduo é único e que todas essas inteligências são importantes para a formação desse ser humano e suas competências e essa é o papel designado às instituições de ensino. Hoje, porém, também podemos atribuir isso às organizações, pois essas evoluíram e evoluem de forma que também se tornam responsáveis pela formação e educação do indivíduo referente às inteligências múltiplas. Isso é outro assunto que vale muito a pena abrirmos discussão ao final desse artigo.

A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

“Esta é uma alternativa de ser esperto, não em termos de QI, mas em termos de qualidades humanas do coração.” GOLEMAN (1999)

Sabemos que há diferenças entre a razão e a emoção, mas também sabemos, e às vezes ignoramos, que o conhecimento e domínio de nossas emoções faz com que usemos melhor a razão.

O domínio de nossas emoções foi chamado por Peter Salovey de Inteligência Emocional. Ao conseguir controlar as emoções obtemos melhores resultados em situações de emergência, controle do pânico e até controle de ego e capacidade de elevar a autoestima. fazemos disso uma poderosa ferramenta social.

A emoção está na base das decisões, mesmo quando as travestimos de lógica e racionalidade. Passar de uma emoção para outra implica passar de um agir para outro, por mais que pensamos que devemos fazer muitas vezes não fazemos algo porque  falta desejo para isso e, ainda, justificamos que não podemos fazer. Ou o contrário! Quem nunca comprou algo supérfluo e justificou com um “eu precisava comprar isso!”? Sempre afirmamos que nosso ponto de vista é correto porque é racional e discordamos de ponto de vistas de outros alegando esse ser emocional e irracional. Pois é, o pensar também é fundamental em um ato emocional.

É importante também lembrar que as emoções, por tudo que já vimos até aqui, que as emoções que temos e a forma como expressamos elas dependem de uma carga cultural que acumulados ao longo da vida e isso é um quebra-cabeça individual. Portanto, nunca temos certeza de que as pessoas de nossa convivência, independente no nível de proximidade, também tem o mesmo compromisso emocional com os negócios em comum. Se estivermos planejando algo juntos até agora e nesse momento nos separamos, ainda que tenhamos distinguido tarefas a fazer para ambos, não sabemos se o compromisso emocional com esse planejamento continuou o mesmo ou diminuiu ou até se extinguiu.

Toda essa dinâmica emocional e tantas outras quando se entrelaçam com a dinâmica fisiológica podem formar um processo de sofrimento e, consequentemente, o adoecer. Porem, se conseguirmos dominar isso, além de tornar nossa qualidade de vida ainda melhor, também construímos uma grande vantagem competitiva profissional.

Como usar a Inteligência Emocional a nosso favor

Uma coisa é certa: se quiser que alguém goste de você, inclusive seu chefe, não queira que gostem de você, apenas busque um equilíbrio de vida. Isso implica em deixar-se levar pelo coração e assumir o risco de ser imperfeito, mas em busca de melhoria contínua. Ser o melhor não se trata de ser o de maior intelecto, mas sim de saber o que fazer quando for preciso e isso só acontecerá se você souber o que sabe fazer de melhor! Isso mesmo. Mais uma vez, lembre-se: você tem um modelo mental diferente do modelo mental de qualquer outro, por isso, a sua receita de como fazer as coisas acontecerem é diferente da receita dos outros. Apenas confie em você!

Em diversos estudos, podemos verificar que quase todos os problemas que afetam as sociedades modernas tem uma causa comum: a carência emocional. Isso se dá pelo fato de que temos superestimado os valores racionais, colocando o emocional como uma desvantagem crítica de sucesso ou até menos “poderoso”; “vou ser mais bem sucedido se for menos emocional e mais racional” ou “emoções só me fazer sofrer nessa vida”. Em nossa vida profissional podemos observar quase um padrão comportamental o fato de sermos submissos e resignados.

Agora o mundo mudou. Ok. Agora o mundo está mudando! E isso acontecerá mais rápido pois o cada vez menos valorizamos valores como agressividade competitiva e autoridade, por exemplo, e valorizamos cada vez mais:

  • Criatividade;
  • Intuição;
  • Empatia;
  • Percepção dinâmica;
  • Diálogo assertivo;
  • Trabalho em equipe etc.

As empresas tem se interessado por serem mais humanas. Porque é bonitinho? Não. Porque dá resultado! Inclusive, assunto mais clichê da gestão atual tem sido, inclusive, a tal motivação, o que prova isso.

Abaixo segue uma lista de dicas para se tornar um pouco mais inteligente emocionalmente no trabalho.

Dicas de como ser emocionalmente mais inteligente

Dicas de como ser emocionalmente mais inteligente

Compartilhar a Vida

Para terminar o post vou propor um exercício que parece simples, mas exige muito de cada um, exige principalmente respeito a si próprio e comprometimento.

As empresas com boas práticas de gestão tem documentada e exposta suas visões, missões e valores. Pois bem, o bom profissional também tem que tê-los. Engaje-se e engaje as pessoas próximas, principalmente sua equipe, caso tenha,  ao menos pensar a respeito disso: respectivamente o que eu quero para minha vida, o que eu quero ser quais meus valores que servirão para alcançar tudo isso?

Esse exercício fará com que você tenha mais compromisso consigo mesmo e, por consequência, fará com que as pessoas tenham maior compromisso contigo também!

 

Muito obrigado! Conversaremos mais nos comentários logo baixo. Deixe sua opinião e compartilhe com esse modelo mental!

 

Tiago Bertoldo

Egrégora Empresarial

 

Bibliografia:

CAYUELA, O. M.; REQUENA, R. A.; ROMANO, S. E. et a. Neuromarketing: para recobrar a confiança dos clientes. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2011.

 

Links correspondentes:

Por que as empresas quebram

Gestão de Pessoas

Comunicação Empresarial: É preciso atenção!

 

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